segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

                                             




                                    


                                          
                                       Literatura Inglesa Medieval


1)Tendo como base a parte do poema Beowulf que narra a luta do herói com a mãe de Grendel, explique e comente as características de verso anglo-saxônico, a saber: a censura, a métrica e a rima, o litote, Kenning e a repetição dos epítetos.
R- Beowulf, a maior epopéia dos tempos heróicos dos povos germânicos, ao que tudo indica foi composta na primeira metade do século VIII, por um poeta cristianizado do reino da Mércia com base em relatos orais que remontavam aos tempos primitivos do paganismo. Podemos analisar na poesia de Beowulf uma das características da literatura desta época, pois essa poesia- cristã ou pagã, épica ou lírica- apresenta característica formais que a distanciam de modo considerável da poesia inglesa subsequente. Seu verso composto de um número não definido de sílabas, divide-se em duas seções, cada qual com dois acentos rítmicos. A rima era desconhecida, empregando-se no seu lugar a aliteração, que é a repetição dos mesmos sons( vogais ou consoantes) em palavras diferentes. A fórmula predominante fazia incidir a aliteração sobre duas sílabas acentuadas da segunda metade. Assim, o verso dividido em duas partes por censura, apresenta quatro sílabas tônicas, sendo três primeiras geralmente iniciadas com a mesma consoante ou podem começar com vogais diferentes.
Outra característica da poesia anglo-saxônico é a utilização sistemática de certas perífrases, conhecidas como Kennings. Assim, o mar é o “caminho das velas”, “a estrada do cisne”, “ a taça das ondas”, a espada é o “resíduo dos martelos”, “a companheira da peleja”, “o relâmpago da luta”; o sol é a “candeia do céu”, “a alegria do mundo”, “ a gema do firmamento”. Também o paralelismo dos membros com a constante repetição das mesmas ideias com palavras diversas, se faz presente como no seguinte verso de Beowulf: “ Graves os seus espíritos, seus ânimos pesadores”.


2)Comente a formação e a consolidação do Reino Anglo-saxônico.
R- Região que hoje é conhecida como Inglaterra, era habitada por anglos, saxões e jutos- povos germânicos pagãos que fizeram parte do grande movimento conhecido como Wandering of the Nations ( invasões Bárbaras) no século V da era cristã. Esses povos deixaram suas terras e emigraram para a Britânia, território que pertencia ao Império Romano e era habitada pelos brtões que descendiam dos celtas.
Uma vez estabelecidos esses povos passaram a chamar-se anglo-saxões e desenvolveram uma série de dialetos, que de acordo com a preponderância ou sujeição dos reinos onde eram falados influenciaram em maior ou menor graus a criação de um idioma comum. Impõe-se o anglo-saxão ocidental que recebeu impulso decisivo no século IX, durante o reinado de Alfredo, O grande, e do qual deriva o inglês atul. A língua er fortemente ligada a suas origens germânicas com declinações e seu alfabeto viria a conservar-se em parte. O Inglês arcaico ou o anglo-saxão corresponde ao alemão antigo no que concerne à suas inflexões( variantes das desinências nas palavras declináveis ou conjugáveis), assim como o Inglês Médio corresponde ao Alemão Médio.
Os Anglo-saxões criaram uma sociedade feudal dividida em sete reinos(heptarquia) ao redor dos quais se formou o sistema político anglo-saxão. Esses sete reinos, a saber, Kent, Sussex, Wessex, East Anglia ( Anglia Oriental, Essex, Nortumbira e Mercia, enquanto existiram lutaram entre si constantemente, mas apesar disso deram ao conjunto do território certa uniformidade cultural garantida não só por suas origens e tradições comuns, como também pelo fenômeno da progressiva cristianização. No século IX o Wessex unificou toda a Inglaterra sob seu domínio, enfrentando em seguida as invasões escandinavas, situação que no século XI, resultou no reino anglo-dinamarquês (1013-1066) e precedeu a conquista normanda.
A literatura Anglo-saxônica pode ser dividida em duas partes, uma pertencente aos ingleses como povo teutônico que herdou com a língua a forma da poesia e um grande número de histórias que nada têm a ver com a Civilização Romana e outra que deveria do latim e transfere para o inglês o conhecimento comum a toda Europa.
                                           

                         
                                  A Máscara Rubra da Morte.
1)Poe diz que o bom escritor: “Tendo concebido, com cuidado e deliberadamente, um efeito peculiar e singular que deve dar o tom de sua obra, o escritor, então, inventa os incidentes que melhor podem ajudá-lo a estabelecer esse efeito pré-concebido. Se a frase inicial do conto ou o poema não traz esse efeito, então o escritor falhou logo no primeiro passo”. Qual é o efeito singular que Poe pretende criar em “A Máscara Rubra da Morte”. A frase com que Poe inicia o conto está de acordo com seu propósito? Quais detalhes do enredo parecem particularmente importantes para construir o efeito pré-concebido de Poe?
R- Em a “Máscara Rubra da Morte”, podemos ver o efeito hipocrisia, dentro do poema, em que, um príncipe que tem um reino doente e quase destruído que, no entanto, não faz nada para ajudar o seu povo, pelo contrario, ignora a situação como se estivesse tudo indo bem. Podemos analisar os propósitos de Poe no começo do conto, pois ele é direto e claro no momento de relatar a situação de um povo. No primeiro paragrafo quando narra; Durante muito tempo devastara a “ Morte Rubra” aquele país. Jamais se vira peste tão fatal e tão terrível. E no começo do segundo paragrafo; Mas o Príncipe Próspero era feliz, destemido e sagaz. Quando seus domínios se viram despovoados da metade de seus habitantes mandou chamar à sua presença um milheiro de amigos sadios e joviais dentro os cavalheiros e damas de sua corte, retirando-se com eles, em total reclusão, para uma de suas abadias fortificadas.

2)No início do conto Príncipe Próspero toma precauções para manter a “ morte rubra” fora do castelo. Por que o final da história é tão irônico?
R- O Príncipe acreditava que sua fortaleza estava segura e inabalável. Acreditava que ficando dentro de suas abadias fortificadas com seus amigos sadios e joviais estariam livres da “Morte Rubra”, no entanto, todos morreram dentro da fortaleza, e não foram contaminados pelos enfermos que habitavam, ou melhor, sobrevivam em torno do castelo, pelo contrário, foram mortos pela a “Morte Rubra” que foi dentro da fortaleza matá-los.

3)Este conto tem sido considerado um alegoria – uma narrativa em que as pessoas, objetos ou eventos simbolizam algumas verdades sobre a experiência humana. Qual é a
verdadeira identidade do estranho mascarado? Que verdade sobre a experiência humana está implícita no tema do conto. O que o baile de máscara, o braseiro de fogo e o relógio representam?
R- Ele é a “Morte Rubra”, aquele que todos dentro do reino, junto com o Príncipe próspero imaginaram estar livres e protegidos. Jamais desafie ou subestime seu adversário, pois não sabe a capacidade dele, nem faça pouco caso a ponto de realizar uma festa com grande glamour sabendo que havia um risco do contágio fora do palácio. O Baile representa o poder, o glamour, a ousadia e a falta de temor com os acontecimentos. O Braseiro de fogo representa o esplendor do palácio, pois os raios batem nele e este reflete nos vitrais coloridos e assim iluminava deslumbradamente a sala, produzindo numerosos aspectos vistosos e fantásticos. O Relógio marca o tempo que não para, tudo para, os músicos param, as danças param, as conversas param todos param menos o relógio que se torna o personagem central no momento das badaladas. É o relógio que tem o poder das doze badaladas que marcam meia-noite. Após as doze badaladas surgem o vulto no salão.

4) Considerando a perspectiva alegórica da história por que o bater das horas incomodava os foliões.
R- Havia um gigantesco relógio de ébano. O pêndulo oscilava para lá e para cá, com um tique-taque vagaroso, pesado, monótono. Quando o ponteiro dos minutos concluía o circuito do mostrador e a hora ia soar, emanava dos pulmões de bronze do relógio um som claro, elevado, agudo e excessivamente musical, mas enfático e característico que, de hora em hora, os músicos da orquestra viam-se forçados a parar por instante a execução da música para ouvir-lhe o som: e dessa forma, obrigatoriamente, cessavam os dançarmos suas evoluções e toda a alegre companhia sentia-se, por instantes, perturbados. Podemos dizer que: a cada hora que passava era uma hora a menos que eles tinham, afinal, havia a morte rubra do lado de fora, então eles não sabiam quanto tempo eles teriam antes de pegar a doença, quanto tempo restava para durar os alimentos, e quanto tempo mais eles poderiam desfrutar de tal conforto, até quando os que estavam do lado de fora ficariam quietos.

5) Os contos de Poe geralmente apresentam um tom dramático. Como isso se evidencia na descrição dos sete aposentos? Por que a decoração dos sete aposentos é própria para o que posteriormente ocorre lá? Encontre outros exemplos de efeitos dramático utilizados por Poe.
R- Sim, a maneira que Poe descreve os salões deixa em evidência o drama e o lado sombrio que cada salão carrega. Quando ele descreve enormes e estreitas janelas góticas que abrem para um corredor fechado que acompanhava as voltas do conjunto. As janelas eram feitas de vitrais que mudavam de cor de acordo com a decoração de cada salão. Da extremidade oriental era azul, logo janelas eram azuis. O segundo aposento tinha ornamentos e tapeçarias purpúreos, logo as janelas também eram. O terceiro era verde, logo as janelas também eram verdes. O quarto estava mobiliado e iluminado com cor alaranjada. O quinto era branco, o sexto era roxo. O sétimo aposento estava totalmente coberto de tapeçarias de veludo preto que ia do teto ao chão, no entanto, as janelas não eram pretas, mas, vermelho rubro, era a única sala diferente. Havia nos salões um braseiro que projetava seus raios pelos vitrais coloridos e assim iluminava deslumbrantemente a sala, produzindo numerosos aspectos vistosos fantásticos.
Os efeitos estavam nas janelas feitas de vitrais, a decoração que fazia efeito nos salões e o braseiro que refletia os raios de luz que iluminava os salões.

6) Ao longo do conto Poe se utiliza do contraste entre as ideias e as descrições para enfatizar o efeito bizarro. Note por exemplo o contraste entre o reluzente punhal do Príncipe e o lúgubre tapete em que ele cai quando morre. Enumere e comente outros exemplos de contraste utilizados por Poe.
R- O primeiro contraste que se vê é a roupa do vulto comparado com a exuberância, extravagância, brilhosa e chamativa roupa do Príncipe Próspero, o segundo contraste são os salões que cada um se encontra, o vulto está no salão sombrio com tapeçaria de veludo e vitrais rubros o Príncipe próspero estava no salão azul com dourado. O terceiro e ultimo contraste é quando o Príncipe próspero vai de encontro ao vulto, ele puxa um punhal, cintilante, para atingir o vulto, no entanto, é atingido e cai sobre o tapete negro.
O interessante do contraste é o lado chamativo dos objetos, esse lado de glamour, de poder que é retirado e anulado com a “Morte Rubra”, como se fosse algo que anulasse esse lado excêntrico do Príncipe próspero, como se quisesse tirar, e na verdade tira, o poder do Príncipe.
                                                 
                               


                                    
                               
                                          Os Contos de Cantuária


Podemos começar a observar o Cavaleiro. Um homem muito digno, que, desde que principiara a montar, amava a Cavalaria, a lealdade e a honra, a cortesia e a generosidade. Valente nas guerras de seu suzerano, embrenhara-se mais do que ninguém pela Cristandade e pelas terras dos pagãos, sempre referenciado pelo seu valor.
Este digno Cavaleiro era prudente, e modesto na conduta como uma donzela. De fato, jamais em sua vida dirigiu palavras rudes a quem quer que fosse, perfeito e gentil. Quanto aos bens que ostentava, tinha excelentes cavalos, mas o traje era discreto: o gibão que vestia era de fustão.
O Cavaleiro também tinha consigo um Criado, e mais nenhum outro serviçal nessa ocasião, pois assim preferia cavalgar. Vestia este brial e um capuz de cor verde. Na mão trazia um arco possante e, à cinta, um feixe bem atado de flechas com plumas de pavão, luzentes e pontiagudas (cuidava bem de seu equipamento, não deixando setas soltas, caindo com as penas baixas). Co sua cabeça raspada e o rosto queimado de sol, era perito nas artes do caçador. Protegia o pulso com uma braçadeira colorida; pendiam-lhe do flanco uma espada e um broquel; e no outro lado se via belo punhal, de bom acabamento, aguçado como ponta de lança. No peito, uma medalha de São Cristóvão, de prata reluzente.
Temos que recordar que nem sempre pessoas que estão no meio de batalhas são bons na caça e na cortesia com o seu próximo, podemos citar aqui o Monge, que apesar de sua profissão era um excelente caçador. Este por sua vez mantinha soberbos cavalos; e, quando cavalgava, os guizos de seus arreios tilintavam claro e forte no sussurrar da brisa. O Monge

considerava antiquadas e algo rigorosas as regras de São Mauro ou de São Bento, esse Monge deixava de lado as velharias e seguia o modo de vida dos novos tempos. O Monge era apaixonado pela caça, logo podíamos observar os punhos de suas mangas orlavam-se de penas gris, as melhores peles desta terra; e que prendia o capuz sob o queixo com uma fivela de ouro artisticamente cinzelada, tendo na extremidade mais larga um nó cego, símbolo do amor.
Podemos dizer que tanto o Cavaleiro, como o Criado, como o Monge amam suas profissões, mas nem todos andam de acordo com que deveria, pois o Monge foge um pouco das regras que lhe foram dadas, por causa da sua paixão pela caça. Porém não podemos generalizar dizendo que todos ali presentes eram caçadores ou amantes da caça, podemos citar o estudante que era taciturno e dedicado aos estudos da filosofia.
Este Estudante já não se achava tão ligado ao mundo para exercer ofícios seculares. Preferia ter à cabeceira de sua cama vinte livros de Aristóteles e sua filosofia, encadernados em preto ou em vermelho, a possuir ricos mantos, ou rabecas, ou um alegre saltério. Este por sua vez, não dispunha da pedra filosofal, apesar de ser filósofo. Tudo que os amigos lhe emprestavam gastava em livros e aprendizagem, rezando constantemente pelas almas dos que contribuíam para a sua formação. Sempre taciturno, não não falava mais do que necessário, e sua fala, serena e ponderada, era breve e precisa e cheia de pensamento elevados, sempre voltados para a virtude moral. E aprendia com prazer, e com prazer ensinava.
Não podemos esquecer do local aonde tudo foi proporcionado, principalmente não podemos deixar de citar o Albergueiro, pois este recebeu festivamente a cada um de seus hospede. Acomodou seus hospedes para a ceia e servindo-lhes do melhor que tinha. O homem tinha jeito para mestre de cerimônias nos banquetes. Era corpulento e de olhar brilhante. Melhor burguês não havia em Cheapside: apesar de sempre dizer o que realmente pensava, procurava expressar-se com equilíbrio e tato. Ademais, estava sempre alegre. E, por isso, após a ceia, - e depois de termos acertado as nossas contas, - começou, entre outras coisas, a fazer brincadeiras e a planejar divertimentos como um verdadeiro anfitrião.
                                  



                     

                                  
    Conto do Beleguim e o Conto do Frade.
Conto do Beleguim. Narra uma imagem e semelhança que o Frade faz do Beleguim com o próprio Satanás. 
A ambição, a ganância e a falta de compaixão do Beleguim com o seu próximo, mostra o desrespeito com o seus irmãos. 
Mesmo quando os habitantes não devem para o arcediago o Beleguim inventa dividas, contas aonde não existem, com o objetivo de obter dinheiro para si não se importando, com as mentiras e enganos, e nem pensando na dor, no sofrimento e nas angustias das pessoas.
No entanto, o Frade não escapa das acusações em relação ao Beleguim, pois os Frades quando visitam os seus “irmãos”, os habitantes que moram nos povoados, ele se esconde por trás de uma falsa doutrina. 
Em nome da igreja e de uma garantia ao reino dos céus, ele utiliza o suborno com o seu próximo, fazendo com que este dê a ele o que deseja.
Os Beleguins acusam os Frades de serem seres mentirosos, gananciosos e mesquinhos, pois vendo os fiéis enfermos, eles querem obter lucro a qualquer custo, os Beleguins acusam os Frades de molestarem as esposas e viúvas com suas ambições.
Tanto o Beleguim como o Frade, usam suas profissões para obter lucro próprio, eles se escondem atrás de mentiras, falsas promessas e punições para ter lucro. O interessante dos dois contos são as mentiras, hipocrisia e falsidade, pois um acusa o outro pela profissão e pelas maneiras de proceder, mas ambos possuem as mesmas falhas com mascaras diferentes.
                                                       

                          



                                 
                             Hamlet


1. Shakespeare inclui personagens que servem de contraste para Hamlet, como Horátio, Fortinbras, Claudius, e Laertes. Compare e contraste Hamlet com cada um desses personagens. No que eles se assemelham e no que se diferem? Como cada um enfrenta a dificuldade de lhe é colocada?
Horácio: é o amigo de Hamlet que retorna a Elsinor para solidarizar-se com o príncipe durante o velório do antigo rei.
Esse personagem é de suma importância, pois é ele quem leva Hamlet a presença do fantasma, o ajuda no regresso a Inglaterra e o ampara nos momentos finais. Esses dois personagens se assemelham na cumplicidade, fidelidade, lealdade, amizade, companheirismo e se diferem por Horácio Permanecer sempre tranquilo esperando sempre o próximo passo de Hamlet.
Fortinbras: É o filho do rei da Noruega que foi vencido pelo pai de Hamlet.
Ambos se assemelham no desejo de vingança, porque tiveram seus pais assassinados. Diferem-se pelo fato de que enquanto Fortinbras luta por terras, Hamlet trava uma luta interna e pessoal em seu próprio castelo .Sua luta termina quando ao chegar no castelo e depara com uma carnificina e Hamlet a beira da morte o consagra novo rei.
Claudius : É o atual rei, tio de Hamlet e assassino do irmão, o antigo rei, pai de Hamlet, matando-o com gotas de um mortal licor que foi colocado no ouvido enquanto o rei dormia. Eles assemelham-se no ódio, que ambos nutrem, um pelo outro, um ódio crescente ao longo da história. Diferem-se na questão de Hamlet ser inseguro, fraco temperamento melancólico,solitário,incompreensível e até irônico e o tio ser covarde e cruel.
Laertes: É o irmão de Ofélia, a amada de Hamlet, esses dois se assemelham no desejo de vingança, pois ambos perdem os pais assassinados. Diferem-se por Laerte não fazer tantos planos, ou se passar por louco e ter um coração bom, pois no duelo travado entre os dois confessa tudo a Hamlet e eles se perdoam.



2. Muitos críticos adotam uma visão determinista para o enredo de Hamlet, dizendo que a inabilidade do príncipe de agir e sua tendência à melancolia é uma falha trágica que leva inevitavelmente a sua derrocada. É esta uma maneira precisa de interpretar a peça? Justifique sua resposta. Tendo em consideração as características de Hamlet que outro desfecho seria possível?
Não, eu acredito que o público foi seduzido pelo desejo de vingança, de justiça e não pela melancolia do personagem. O que o leva a morte foi a obsessão desenfreada por punição. Vitimado também por conspirações Hamlet acabou levando consigo mortes de inocentes. Talvez mudasse o desfecho da peça, levando em consideração a sua natureza insegura, seu amor por Ofélia e da duvida que aparece todo o momento que o impede de chegar á termo. Hamlet merecia voltar a realidade e perdoar seu tio, porém o mesmo iria morrer com o veneno e a justiça por si só já seria feita.

3. Durante a peça Hamlet alega estar enlouquecendo e sua representação é tão intensa que muitos leitores acreditam que ele realmente tangencia a insanidade em certos momentos da peça. Você concorda com isso, ou acha que ele esta somente representando? Cite evidências que comprovem as duas posições.
O que eu entendi é que Hamlet usa uma falsa loucura, para obter dados que incriminassem o rei seu padrasto na morte de seu pai, ficando ele mesmo livre de qualquer suspeita, porém por usar tão intensamente sua falsa loucura com uma finalidade, ele passa a tanger em certos pontos a sua insanidade mental.
Ele representa muito bem, mais cai em suas próprias encenações principalmente, quando conversa com Polônio e dá várias respostas aparentemente sem sentido, todavia cheias de insinuações:
POLÔNIO- Embora seja pura loucura, há método nela... Não desejais abrigar-se do ar, meu senhor?
HAMLET- Em meu túmulo?
POLÔNIO- É claro, lá ficamos ao abrigo do ar. Como são às vezes, engenhosos as respostas dele. Felicidade que só acontece com a loucura e que nem a mais sã razão e lucidez não podem atingir com tanta sorte.


Questões;

1 .Analise a relação entre Hamlet e Ofélia. Ele a ama? Ele deixou de amá-la? Ele alguma vez a amou? Quais evidências encontradas na peça que justificam sua opinião.

Hamlet amou Ofélia, no entanto ele foi colocado a escolher, decidir embora não consiga. Oscila nas vicissitudes do desejo, estar diante das possibilidades de se constituir sujeito do desejo. Todos os acontecimentos aparições causam transformações no Príncipe e ele passa a só pensar em uma maneira de vingar a morte do pai, mesmo que tenha que apartar-se do seu grande amor Ofélia, que é o lado que o deixa vulnerável. A parti de então começa a trata-la com brutalidade, sacarmos e ironia.
... Por fim, sacudindo meu braço.../
Soltou um suspiro tão doloroso e fundo/ Que eu temi pudesse estourar seu corpo...
... Vai prum convento, ou prefere ser geratriz de pecadores? ..
Acredito que somente Ofélia seria capaz de trazê-lo a realidade.

2 .Considere o papel de Rosencrantz e Guidenstern na peça. Por que Shakespeare teria criado personagens assim? Eles funcionam como um alívio cômico ou servem a um proposito mais sério? Por que a noticia das usas mortes é dada apenas após a morte da família real no ato V, como se a noticia não fosse um anti-clímax? Para Hamlet é aceitável trata-los da forma como os trata? Justifique sua resposta.
Porque Shakespeare veio nos mostrar o contraste entre os amigos de Hamlet enquanto Horácio foi fiel, Rosencrantz e Guildenstern sucubiram á ganancia, ao poder, a corrupção e a traição.
Esses dois foram trazidos para o castelo, a pedido do rei, sendo subordinados para observar Hamlet e descobrir a alteração do seu comportamento, logo receberam a missão de convencer e acompanhar o príncipe á Inglaterra. Eles foram executados no lugar de Hamlet que trocou os nomes quando descobriu a intenção do rei. A notícia só chegou depois pois, ambos estavam indo para a Inglaterra. Para Hamlet trata-los dessa forma foi forma de justiça.

3 Analise o uso das descrições e as imagens de Hamlet. Como Shakespeare usa a linguagem descritiva para incrementar as possibilidades visuais de uma produção teatral? Como ele usa a imagem para criar um imaginário de tensão, suspense, medo e desespero?
Hamlet nos mostra com Shakespeare apresentava uma capacidade inquietante de atravessar os obscuros labirintos da menti humana, desnudando paixões, iluminando desejos duvidas, dores, medos. Apresenta um texto dramático, repleto de frases marcantes. Como a que ele usa em caso de desespero e duvida: ‘’Ser ou não ser, eis a questão.’’
Ele usa um imaginário de tensão, ao levar ao publico três temas dominantes da narrativa- Vingança, suposta loucura e morte.

4 O suicídio é um tema importante em Hamlet. Discuta como a peça trata a ideia do suicídio moral, religiosa e esteticamente, com base nas seguintes afirmações de Hamlet:
‘’ O, that this too too solid flesh would melt’’ soliloquy(l.ii.129-158)
'”To be, or not to be” Soliloquy (III.I.56-88).


Shakespeare atualiza a tragédia, dando-lhe contornos e perfis novos. Ela torna-se alegoria de um novo tempo, é uma nova mimese. Se antes a tradição aristotélica mostrava-a pautada no destino, agora suas marcas são a violência, a loucura, a traição e morte, contradições que, longe de circunscreverem o universo renascentista de mero resgate clássico, circunscrevem e dão vida a um universo de ambientação barroca. . A viagem que
Hamlet faz até os lugares mais profundos da razão e da insanidade nos
Influencia em nossos sentimentos e reações. O “ser ou não ser” tão repetido
durante nossas vidas quando estamos em dúvida sobre qual caminho seguir.
Ofélia, que por sua vez parece estar sempre à mercê dos personagens masculinos da peça, é um exemplo de vítima do sistema. Embora haja uma tradição envolvendo a inocência de Hamlet quanto um herói trágico, sua responsabilidade na morte de Ofélia é certamente um ponto a se questionar. Seus tratamentos oscilam de juras de amor eterno até acusações calculistas. É evidente que Hamlet usa Ofélia como uma ferramenta em seu plano de vingança e quando este é considerado louco, Ofélia se sente culpada. Além disso, quando Hamlet mata seu pai, Ofélia entra em um estado de dupla culpa, carregando a loucura do amado e a morte do pai. Assim, ela enlouquece. Sua loucura pode ser analisada como uma negação desse sistema patriarcal – durante a Renascença, a loucura das personagens femininas era considerada como algo especificamente feminino, uma forma dramática que atribuía a elas uma forma de auto-afirmação. Em Hamlet, a morte de Ofélia pode ser vista como ato de asserção e escapatória do confinamento do mundo patriarcal.