domingo, 4 de janeiro de 2015

                  


                 MUITO INTERESSANTE, 











                           Comunicação não verbal entre meninos e entre meninas 

      Baseando-se nas charges entre comunicação não verbal entre meninos e meninas, analisando a imagem como foco central de intertextualidade. 
De acordo com André Ricardo N. Martins (2006 p. 31A 40), o discurso é ‘’Todo discurso é uma construção social,que ao ser visto e considerado sob o ângulo de seu contexto historicamente e socialmente assim como são as condições. O discurso reflete uma visão de mundo determinado e que está ligada as  pessoas da sociedade em que vivem.” 
Ao usar a linguagem como prática social nas charges, pode-se perceber a rivalidade critica nos olhares das meninas que tentam ganhar para si , a perfeição que julgam que a oposta não tem. Muitas vezes a comunicação não está na palavra e sim na imagem, nas cores, nas texturas, nos gráficos e no olhar critico . Imagem e palavra. O discurso que elas fazem uma da outra também é uma forma de prática social , da mesma forma que a escrita e a verbal . Pode-se usar as charges para a reflexão e questionamento de valores , crenças e práticas social, assim como despertar um olhar crítico na direção em como são as ações da ideologia e para as estratégias de construção do feminino, o que levará a legitimação de padrões ideológicos do senso comum. É perceptível que as identidades  de gêneros constituídas são tradicionais no qual as meninas acumulam críticas por estarem em patamar de identidades em conflito, e os meninos constituem a identidade machista e tradicional onde não se passa de  ‘’blá blá blá’’, olho no olho, sem responsabilidade crítica -analítica. 
De acordo com Fairclouger ( 1989 a 1992 ), Kress (1996), Pedro(1996 a e b) e Wodak (1996) , o discurso é ” Uma das diferenças marcantes entre a análise do discurso critica , reside na maneira como é conceituado o sujeito . Na analise do discurso existe a valorização do sujeito – locutor (meninos) . 
Na análise do discurso critica as pessoas são julgadas por sua socialização em determinados contextos sociais (meninas). 
Esses discursos podem ser definidos socialmente ou temporalmente, como verbais e não verbais , críticas e não críticas, tendo como base um ponto comum que devem contextualizar os elementos relacionados socialmente por regras e crenças, pois uma representa a causa e a outra a consequência , a confinência delas é uma relação contraditória. Neste discurso há preconceitos econômicos  , culturais, sexuais, etários... 
De acordo com Hostede (1991:106) o discurso é “ O contato com uma cultura estranha que  desencadeia  muitas vezes um choque, pois quase em  todas as sociedades os homens dominam a vida política, a vida social e o mundo dos negócios”. 
As figuras das meninas nas charges , traz as inquietações femininas e a busca por sua própria identidade, onde aponta também as funções atribuídas a mulher ao longo do tempo e revela a sua necessidade em buscar autonomia e espaço, deixar a simetria e tradicionalidade, sobrepor ao lado machista, onde é submetida as normas socias e onde sua função é a obediência as convenções e sair em busca de sua independência, identidade. Deixar de ser limitada e não aceitar que a prevalência dos preceitos sociais sobressaiam aos seus desejos. A sociedade impõem à figura feminina,  a obediência, condenam a transgressão e deixam a discriminação e o preconceito torná-la tão crítica. 
Diante de tudo isso esses discursos nos mostram o quanto a mulher sofreu e continuam a sofrer com as pressões socias que ditam regras a serem seguidas, porém na contemporaneidade é relevante a identidade feminina que revela-se inserida na sociedade, começando a se deslocar em virtude da emancipação dos sujeitos sociais. 
 É um passo para uma cidadania digna para a figura feminina que cada vez mais vem conquistando um espaço de destaque na sociedade. 














                                     

                                 
  

                                              A revolução modernista

Oswald de Andrade fazia-se o primeiro importador do “ futurismo “, de que tivera apenas notícia no Velho Mundo. O manifesto Futurista, de Marinetti, anunciando o compromisso da literatura com a nova civilização técnica, pregando o combate ao academismo, guerreando as quinquilharias e os museus exaltando o culto às “ palavras em liberdade”, foi-lhe revelado em Paris.
Oswald compõe um poema de versos livres, cujo original foi perdido ou até jogado fora, em virtude das arreliações que provocara. Intitulava “Último passeio de um tuberculoso pela cidade, de bonde” . O poema, descritivo, de inspiração urbana, mais lírico do que romântico, quando mostrado furtiva e acanhadamente aos amigos, era pretexto para zombarias. Ao lerem-no ou ouvi-lo, perguntavam invariavelmente pela métrica e pela rima...
Para atualizar as letras nacionais era preciso importar idéias nascidas em certos culturais mais  avançadosOswald aspirava a aplicação de novos processos artísticos às aspirações autóctones e, concomitantemente.  O Brasil avançava materialmente. Aproveitava-se dos benefícios da civilização moderna, mas, no plano da cultura, não renunciava ao passado, estava preso aos mitos do bem-dizer, do arduamente composto, das dificuldades formais.
Foi realizada em São Paulo, inaugurada a 2 de março de 1913, a primeira exposição de pintura não-acadêmica realizada no Brasil. E mais tarde em maio de 1914 foi realizada outra exposição eu reúne as notícias e comentários dos jornais da época, revelava forte influência da moderna escola alemã.
E por influência dos estrangeiros, dos refugiados que “só falavam no cubismo”, as primeiras experiências foram realizadas, os primeiros nu cubista brasileiro foram pintados, aquele por Boylisson e este por Anita Malfatti.
Um ano depois sabe-se que Oswald de Andrade andava divulga no o “futurismo”.
Porém,  em 1917, ocorreram fatos marcantes para a história do movimento literário e artístico que culminaria na Semana de Arte Moderna.
Oswald e Mário de Andrade juntos irão, aos poucos, confundindo ideais e sonhos, e juntos chegarão à luta renovadora das letras e artes brasileiras.
É preciso erguer-se mais o sentimento de nacionalidade artística e literária, desdenhando-se menos o que é pátrio, nativo e nosso; e os poetas e escritores devem cooperar nessa grande obra de reconstrução.
Há uma nova linha a seguir, um novo rumo a descortinar, mas, por enquanto, são indecisões e táteis. Por enquanto, são o Parnasianismo e o Simbolismo de desmanchando.  O Parnasianismo como extinto e o Simbolismo como abandonado, e às novas gerações clássicas de hesitantes, confusas, indefinidas. João Ribeiro classifica a poesia como nova e diferente, tendo como características, as quais se destaca:
·                    Livre de metro e na expressão;
·                    Seu  ritmo tem o desalinho de prosa, variado e profundo;
·                    Possuindo também seu vocabulário e temas preferidos.
“ A poesia parnasiana entre nós – escrevia João Ribeiro – já se tornou fatigante em retardatários, imitadores provincianos, que aprenderam as experiências técnicas dos seus mestres, igualaram quase a sua perfeição, e, por assim dizer, banalizaram, até o fastio, a sua estética. Daí, o desencanto de antigos segredos, o excesso de sonetos perfeitos e inúteis, aos milhares, aos milhões” .
Em 1921 o grupo modernista – ou futurista, como era chamado e que, às vezes, a si próprio assim  se denominava – está composto e, mais do que isso, coeso e unido, representa já uma força nova dotada de consciência. É chegado o momento, portanto, de declarar publicamente a sua existência e, o que importa mais, de revelar a disposição em que se encontra de lutar.
O artigo de Oswald de Andrade sobre a poesia e o poeta Mário de Andrade deu maior circulação às palavras futurista efuturismo. Antes disso, é exato, esses vocábulos já eram conhecidos e usados, mas não vinham cercados de rumor e nem continham a carga polêmica que então adquiriram nos meios cultos paulistas. Eram, agora, também, palavras que correspondiam a uma realidade nossa, e, assim não diziam respeito apenas a um fato estrangeiro.  Os jornais, a partir desse momento até o fim de 1922 – e especialmente durante a Semana de Arte Moderna – estão repletos dessas palavras, que são usadas caricaturalmente e inspiram quadrinhas, sátiras, sonetos humorísticos, zombarias de toda sorte.  Até a política vê-se invadida por elas. Chamam, por exemplo, “futurismo político” às atitudes inconformadas assumidas pela oposição...
É preciso não esquecer que, já em 1920, Oswald de Andrade anunciava,  para 1922, ação dos novos que fizesse valer o nosso Centenário que ocorreriam no ano em que o Brasil completava seu século de autonomia política. O terreno, arroteado pela polêmica, e a semeadura, iniciada desde 1917, com a exposição de Anita Malfatti, viria produzir, enfim, os seus frutos. Outra etapa da história cultural brasileira estava para ser inaugurada.


sábado, 3 de janeiro de 2015

                     
                           
                    
                                                             
                                     INCERTEZA

                   De onde eu venho ou para onde vou
                   Não sei
                   Meu caminho é incerto
                   São passos fortes, mente brilhante
                   Coração na mão e leveza na alma
                   Levo comigo a certeza de uma vida rara
                   De amores profundos 
                   De nobreza no amar
                  Trago a franqueza de um sorriso fácil
                  De uma vida de laços
                  De laços desfeitos
                  Passo a passo, sigo meu destino
                  Percorro por estradas curtas
                  Por caminhos longos
                  Na bagagem levo um vulcão que anseia por entrar em erupção
                  Levo também o suave cantar melodioso de um rouxinol
                  Mas, em meio a tanta incerteza
                  Sei que no fim da trilha,
                  O sol volta a brilhar por sobre mim.
                  - Claudynha Nô
                                [grav_mulher_pensando_w_2.JPG]

                                                           Escravizada

                                  Eu, escravizada por minha casa, o meu templo,
                                  o meu corpo e minha mente,
                                  Escravizada pelo presente e pelo passado,
                                  por sonhos desfeitos, por metas não alcançadas.
                                  Escravizada por atitudes jamais tomadas,
                                  por ilusões perdidas, por amores findos.
                                  Escravizada por limitações,
                                  por convenções, por adequações.
                                  Eu, escravizada por pensamentos profanos,
                                  por jogos de seduções.
                                  por uma sociedade intransigente,
                                  Escravizada por muita gente.
                                  Eu, escravizada pelo sorriso ingênuo de uma criança,
                                  por passos  cansados dos nossos metres idosos,
                                  pelos suspiros contagiantes dos amantes,
                                  por uma vida toda insinuante.
                                  Escravizada pelo brilho do sol,
                                  e pelo encanto da lua,
                                  pelo amor que não tive,
                                  por uma saudade que não senti,
                                  Eu, escravizada por mim.    
                                  -Claudynha Nô

                                   
                                  
                                   
                                 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

                                     

                                                     GRUPO LITERÁRIO
                                                        ( for Jader Rock)



                                           Somos amigos desconhecidos,
                                                   
Somos amigos casuais,        
                                            Amigos afins,
                                                                            Amigos do acaso,

                                                                                                   E acaso, amigos,

      Amigos amantes das palavras,
                                       Amigos sedentos por conhecimento,

                                                                                        Amigos de partilha,

                   Amigos que não se olha nos olhos,
                                                                   Amigos que se conhece o coração

    Amigos de sonhos,
                                       Amigos de cumplicidade
                                                                      Amigos distantes,
                                                                                                  Amigos presente
                                       Somos amigos mais que virtuais
                                      - Claudynha Nô