terça-feira, 1 de dezembro de 2015


                              
                                   
                                                         Amor em vão


Entreguei-me a você, mais do que sou
Me esgotou exigindo mais de mim
Cansei de tentar fazer-te feliz
Você não enxergou quem sempre te amou
Apreço era o que tinha e muito durou
Foi sucumbido por uma derrota
Provando do fel amargo exalado de ti
Que afastou deixando-me como estou
Não sei se foste tu ou eu que amei
Todavia, sofrencia é o que há
Ficou penúria e lamentação
De uma dor do amor que te dei
Ao está pressa a este sentimento
É em vão o lamento
Sofro, grito e calo
Porque e vida de outra vida
És meu sepulcro macabro
-Claudynha Nô
                        
                                
                                                  A vida pede pressa



Os dias passam depressa
O tempo é veloz
Caem por terra a irreflexão
Que sucubem as trapaças
De realizar a promessa
As almas deselegantes
Se desnorteiam com o passar das horas
Cambaleiam de um lado pró outro
Em vôos incertos
No balançar da aurora
Os sonhos têm pressa
Lamentam, se desesperam
Adiam sua concretização
Inadiável medida expressa
As noites atravessam a cidade
Ruas, bairros, favelas
Mistura com cores do semáforo
Confunde com essa mazela
É vida que dispara
Pede, implora urgência
Insana pede calma
Implacável nos fere sem clemência
- Claudynha Nô
                                                              

                            
                                    
                                                               Paz


Que o amor impere sobre o ódio
Que a paz vença a guerra
Que a justiça seja divina
E que acabe todo o mal na terra
Que o perdão prevaleça sobre as criaturas
Fazendo que compartilhem o pão
Que sejam mais unidos
Vivendo em comunhão
Que a compreensão seja universal
A solidariedade lhe faça junção
Que a hipocrisia desapareça
E a igualdade esteja por toda nação
Que o ato de fé não seja dividido por religiões
Que a bonança seja compartilhada em todas geracoes
Que seja semeado a luz divina da misericórdia e santidade
Em todos corações
Que a honra e glória dos céus
Sejam os nossos ideais
Que humildes sejamos para alcanca-la no meio destes ais
Que a nossa fortaleza esteja sempre no senhor
Que reina no céu da paz
- Claudynha Nô

                            
                                                
                                                 Venha a mim


Venha ser canção em meus ouvidos
Abrace meu coração
Chegue a minha alma
E me encha de carinhos
Queira ser eternidade no meu colo
Fazer de mim o seu ninho
Ser o teu refugio amado
O remanso do seu cantinho
Procure abrigo seguro
Deleite na imensidão do amor meu
Navegue por minha vida
Descubra a felicidade
De um tolo ateu
Embrenha nas veredas das minhas curvas
Chegue de leve e sutilmente
Observe os brilhos das minhas palavras
E veja a luz estampada ofuscantemente
Não seja para mim demais
Porém de menos tão pouco
Seja a medida certa
Para segurar esse amor duradouro
Entre pela porta da frente
Sem pular etapas demais
Para que a plenitude desse amor
Nunca se apague jamais
Venha revestido de sonhos
Ideais e muito anseios
Atravessando todas as barreiras
E ascendendo as chamas dos desvaneios
Viveremos uma vida intensa
De magia e volupia
Vivenciando instantes ímpares
De perfeição e incansavel ternura
- Claudynha Nô
                          
                                                        Criatura rara


Ela é rara, linda como ninguém pode ser
De uma beleza peculiar
Que trás brilho e paz onde passa
É enlouquencia em seu querer

Tem uns olhos tristes
Que carregam em si a dor de uma vida dura
São transparente e expressivos
Curiosos e inquisitivos
Mas que transmitem doçura

Ela é uma metamorfose de vida
Transforma dor em alegria
Entra no íntimo das pessoas
Busca sua essência, faz abrigo
Na grandeza de amar de uma diva

Encontra os eixos entre o perdão e o penar
Enumera os pontos positivos
Investe em sonhar
Cria seu próprio mundo
E nele quer acreditar

Ela é pequenininha na imensidão do mar
É tempestade em noites de inverno
E calmaria em seu pesar

Imensuráveis são suas diretrizes
De lutas, glórias e fé
De incansáveis batalhas
Forjadas na estrada da vida
E dueladas com seu próprio ser

Ela é o paradoxo de si
Inenarrável criatura
Uma hora graça e elegância
Noutra seriedade e linha dura

Suavidade em tempos tortuosos
Não abrindo mão de suas crenças
Levando a todos os seus
Um pouco de sua experiência
Querendo um raio de paz
E felicidade plena
- Claudynha Nô