quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

MInha Filha

                
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                                                Minha Filha



Filha minha filha
Razão do meu viver
Porque sangra minh'alma
E fere a face minha?

Já a amava antes de nascer
sonhava com suas mãozinhas lindas
com seu rostinho angelical
Ser minha parceirinha até eu morrer

Te proteger foi minha função
Te amar o meu dever
Ser sua melhor amiga
E contigo poder viver

Minha vida teve mais brilho
Quando seus lábios sorriram 
Foste a dádiva sublime
Que Deus confiou a mim

No livro da vida, você vem sublinhada como a página mais preciosa
Entretanto não enxerga como suas ações magoam meu coração
Está se despetalando no jardim da vida
Que por mais regado que seja, deixa a erva daninha crescer


Você minha pequena filha
É o amor de todas as estações
É a benção de Deus
É a consagração do amor ágape


É a lágrima sentida por tanto desprezo
É o soluço abafado no silêncio de uma solidão
É a extensão da minha vida
É a transformação do meu ser

Descrever minha vida sem você
Se iguala a está perdida só no mundo
É guardar consigo o segredo da felicidade
E perder a harmonia das cores

Hoje já feita mulher e também mãe 
Entenderá mais tarde o que sinto 
Um sentimento que não para de crescer
E que você faz questão de ignorar

Compreenderá quantas noites passei em claro por ti
Como sofri vendo cada decepção sua
Todas as lágrimas que derramei 
E como tentei ser a perfeita aos olhos seus


 És essencial e insubstituível em minha vida
Ama-la e protege-la é tudo que sempre quis
Desafios sempre existirão
Mas juntas podemos vencer


Minha filha, te amo antes
Te amo durante, te amo depois
Você é meu laço eterno
Estou contigo sempre, mesmo que me melindre  tanto
-Claudynha Nô






quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

                                      
                            
                                             
                                        Para um novo mundo

Nascer para amar
Para ser unção
Para  crer e confiar

É imprescindível acreditar 
A descrença é o fim da esperança
E sendo o fim, nada vive

Viver como se fosse partir hoje
Sem ter uma vida vegetativa 
Sem expectativas e sem amor

É preciso aprender perder para ganhar
Não ser imediatista e incompreensível
Porque nem sempre a perda é sofrimento

Nem sempre a queda é fracasso
A tristeza não é uma fraqueza
E o silêncio não é solidão

Passar por esta vida cheia de estrelas
De brilhos, encantamentos, luz e sonhos
Fazer da esperança o guia que conduz

É fundamental sair da limitação
Que impede de enxergar a magnitude da vida
E traz comodismo no viver

Ter humildade para aceitar o que é ofertado
Sabedoria para filtrar o bom
E transformar o mal em ouro

Da razão não ser dono absoluto
andar com a verdade e simplicidade
ser hipnotizado e inebriado pelo amor

Enxergar a plenitude do universo
seus mistérios e encantos mil
E vai ganhar todos os dias suas reverencias

Cultivar seu lugar no mundo
Abrir o coração para novas oportunidades
Fazer da vida uma história linda a ser contada

É definido rever as atitudes 
Recompôr sua paz interior
E um novo mundo conquistar

Fiar-se que tudo pode ser diferente
Tudo pode ter sabor de mel
Basta você acreditar

-Claudynha Nô



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

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                                                Pela Ultima vez


Deixe-me ser feliz pela ultima vez
Tire toda a dor do meu peito,
Me permita viver

Quebrante a angustia sentida
O lamento escapado
O sussurro ressentido

Não me desampare pela ultima vez
Não despreze minha fraqueza
Me ceda a fragilidade

Consinta que eu derrame minhas lágrimas pela ultima vez
Que não leve sozinha essa carga
Me tire esse peso dos ombros

Seja libertação pela ultima vez
fortaleça em minha vida
E refrigério para minha alma

Conceda que eu seja música pela ultima vez
Poesia em noites de verão
Lagarta vivendo sua transmutação

Só hoje me ordene fazer minhas escolhas pela ultima vez
Não ser refém delas
E lutar por meus ideais

Me faça acreditar nos meus sonhos pela ultima vez
Ter certeza que a luta está n fim
E que a vitória é certa


Ter o milagre, a luz, a fé, e a serenidade pela ultima vez
Transformar piedade e compreensão
Em paciência e magnitude

Incentive minha eloquência pela ultima vez
Fazer  água virar vinho
E me perder um pouco do caminho

Deixe-me nascer de novo pela ultima vez
Venha em meu auxílio
E atenda o meu pedido

Que a ilusão só esteja comigo pela ultima vez
Que meu futuro seja cósmico e transcendental
E que eu acredite em tudo isso

-Claudynha Nô












segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


                                     
                                         
                                       
                                                    Incógnita

Nunca fui o que queria ser
Nunca fui de baladas
Nunca fui politicamente correta
Nunca fui a filha preferida pelo pai
Nunca fui a mãe sonhada
Nunca fui a estudante quietinha
Nunca fui a miss do país
Nunca fui a inspiração de uma melodia
Nunca fui a amante perfeita
Nunca fui de ter legiões de fãs
Nunca tive milhares de amigos
Nunca fui o controle de emoções
Nunca fui a infância colorida
Nunca fui a adolescência multicor
Nunca fui a luz das estrelas
Nunca fui a canção de ninar
Nunca fui a estrada a ter fim
Nunca fui um porto pra desprezar
Nunca fui a saudade de alguém
Nunca fui a mentira sincera
Nunca fui o conformismo de uma pátria ingrata
Nunca fui a coerência de uma paixão
Nunca fui a redundância de um silencio
Nunca fui o pleonasmo de um contra senso
Nunca fui a eternidade de um sorriso
Nunca fui a justiça gritando em versos
Nunca fui versos dos poetas
Nunca fui um vulcão em erupção
Nunca fui a calmaria de um deserto
Nunca fui a favorita nos bailes
Nunca fui felicidade
Nunca fui preenchida por afetos
Nunca fui o álibi de alguém
Nunca fui a contingência do momento
Nunca fui o peso da solidão
Nunca fui a raridade da especie
Nunca fui a escolha e sim a opção
Nunca fui um fardo a se carregado
Nunca fui um status social
Nunca fui a soberba pedindo passagem
Nunca fui a altivez de um sangue real
Nunca fui o orgulho de uma atitude feita
Nunca fui a correção de uma vida pelo meio
Nunca fui a rosa mais bela
Nunca fui a singeleza da manhã
Nunca fui a frieza do inverno
Nunca fui arrogância com meus irmão
Nunca fui o preconceito e o racismo
Nunca fui a exposição de minha figura
Nunca fui o estigma de multidão
Nunca fui a ausência de solidariedade
Nunca fui a primavera de uma estação
Nunca fui refém das convenções
Nunca fui o medo da chuva
Nunca fui o flagelo ou lamentação
Mas sou muito mais do que imaginava ser
- Claudynha Nô







            
                                 

                                      Se for embora


Se for embora, por favor devolva-me o  sorriso
Reponha  minha vida de volta
Deixe a luz em meu viver

Se for embora, saia por aquela porta
Não olhes para trás e vá embora de uma vez
Renuncie aos meus carinhos
E vá ao entardecer

Se for embora, abra mão da felicidade
Prometa não sentir piedade
E não volte com a saudade

Se for embora, não me beije por esmola
Não tente enxergar minha áurea
Transforme essa despedida
Numa triste parábola

Se for embora, me tire dessa confusão agora
Feche seus olhos para nosso passado junto
E parta, se for sua hora

Se for embora, me deixe sozinha com minha dor
esqueça o nosso ninho
apague as trilhas do nosso caminho
e não  mais proverá meu amor


Se for embora, levarei comigo o seu olhar
De mim terás meu padecer
De entregar-me por inteira e ficar só a sofrer
- Claudynha Nô