Igual a uma Fênix
Me desfaço,
Me acabo,
me detono em mil pedaços,
Me queimo de dor,
mas como uma fênix,
Eu sempre renasço...
-Claudynha Nô
Infância e velhice
Essa vida é engraçada, me permita comentar
Nascemos frágeis e indefesos
Que é preciso carregar
Não temos dentes, há pouco cabelos
Nem palavras sabemos citar
Fazemos as necessidades na roupa
Para os outros limpar
Somos a perfeição da inocência e confusão
Quando começamos a engatinhar
Caímos, tropeçamos e começamos a andar
Fazemos birra por tudo
Porque carinho queremos ganhar
Pra comer tem que colocar na boca
Engasgamos facilmente ao se alimentar
As primeiras palavras começamos a balbuciar
Somos hilários, ou bravinhos
Depende do dengo que ganhar
Os anos passam rápidos e tempestuosos
Vivemos experiências, aprendemos e crescemos
Nos tornamos adultos cheios de sabedoria e domínio
Mas somos prepotentes e ingênuos
Mal sabemos o que destino tem a nos reservar
Uma senilidade bizarra
Que vai fazer o tempo voltar
Chega a nossa velhice, frágeis e indefesos retornamos a ser
Caem os dentes, caem os cabelos
Falamos palavras difíceis de entender
E as necessidades na roupa voltamos a fazer
As pernas já não nos obedece
As mãos trêmulas, o gênio forte
E sozinhos não queremos ser
Queremos carinho, atenção e cuidados
Pois os ossos fracos não se firmam mais ao comando
Ter necessidade de apoio
E quem acalente o pranto
Pra que tanta soberba, se as origens vamos retornar
Nascemos do nada e do nada vamos está
Porque a infância e a velhice têm o mesmo caminhar
O nascer é o que ha de vir e a velhice é o que se foi
Ambos são sem independência, sem autonomia para administrar-se
São as duas datas da vida, onde se tornam uma
São os reflexos dos anos que se foram a emanar-se
Nós somos o tempo em mutação
Vivemos e não aprendemos essa lição
Em um dia fomos crianças e na velhice o voltamos a ser
-Claudynha Nô
De tanto amor
De todos os poemas que escrevo
Você certamente é o melhor
É minha guerra vencida
Meu sentimento mais nobre
É a transmissão direta de Deus
É o efeito do amor que se volta multiplicado
Nos deixando empatados
Nessa verdade profunda e conforme
De todo o bem querer que eu tenho
Decerto o seu é maior
É o amor que nunca tive
Mas que sempre existiu em mim
O habitat de uma alma translúcida
Que de tanto amor, reina em dois corpos
E se faz poema e poesia
Derrubando paradigmas e muralhas
De tanto te desejar com os olhos
E senti-lo com a alma
Te digo que não somos em vão
Somos feito sentimento e razão
Meu espírito grita seu nome
Vem em uma aragem de poesia
E você entende meu silêncio
E ainda assim prefere está ao meu lado
-Claudynha Nô

Minha Filha
Filha minha filha
Razão do meu viver
Porque sangra minh'alma
E fere a face minha?
Já a amava antes de nascer
sonhava com suas mãozinhas lindas
com seu rostinho angelical
Ser minha parceirinha até eu morrer
Te proteger foi minha função
Te amar o meu dever
Ser sua melhor amiga
E contigo poder viver
Minha vida teve mais brilho
Quando seus lábios sorriram
Foste a dádiva sublime
Que Deus confiou a mim
No livro da vida, você vem sublinhada como a página mais preciosa
Entretanto não enxerga como suas ações magoam meu coração
Está se despetalando no jardim da vida
Que por mais regado que seja, deixa a erva daninha crescer
Você minha pequena filha
É o amor de todas as estações
É a benção de Deus
É a consagração do amor ágape
É a lágrima sentida por tanto desprezo
É o soluço abafado no silêncio de uma solidão
É a extensão da minha vida
É a transformação do meu ser
Descrever minha vida sem você
Se iguala a está perdida só no mundo
É guardar consigo o segredo da felicidade
E perder a harmonia das cores
Hoje já feita mulher e também mãe
Entenderá mais tarde o que sinto
Um sentimento que não para de crescer
E que você faz questão de ignorar
Compreenderá quantas noites passei em claro por ti
Como sofri vendo cada decepção sua
Todas as lágrimas que derramei
E como tentei ser a perfeita aos olhos seus
És essencial e insubstituível em minha vida
Ama-la e protege-la é tudo que sempre quis
Desafios sempre existirão
Mas juntas podemos vencer
Minha filha, te amo antes
Te amo durante, te amo depois
Você é meu laço eterno
Estou contigo sempre, mesmo que me melindre tanto
-Claudynha Nô
Para um novo mundo
Nascer para amar
Para ser unção
Para crer e confiar
É imprescindível acreditar
A descrença é o fim da esperança
E sendo o fim, nada vive
Viver como se fosse partir hoje
Sem ter uma vida vegetativa
Sem expectativas e sem amor
É preciso aprender perder para ganhar
Não ser imediatista e incompreensível
Porque nem sempre a perda é sofrimento
Nem sempre a queda é fracasso
A tristeza não é uma fraqueza
E o silêncio não é solidão
Passar por esta vida cheia de estrelas
De brilhos, encantamentos, luz e sonhos
Fazer da esperança o guia que conduz
É fundamental sair da limitação
Que impede de enxergar a magnitude da vida
E traz comodismo no viver
Ter humildade para aceitar o que é ofertado
Sabedoria para filtrar o bom
E transformar o mal em ouro
Da razão não ser dono absoluto
andar com a verdade e simplicidade
ser hipnotizado e inebriado pelo amor
Enxergar a plenitude do universo
seus mistérios e encantos mil
E vai ganhar todos os dias suas reverencias
Cultivar seu lugar no mundo
Abrir o coração para novas oportunidades
Fazer da vida uma história linda a ser contada
É definido rever as atitudes
Recompôr sua paz interior
E um novo mundo conquistar
Fiar-se que tudo pode ser diferente
Tudo pode ter sabor de mel
Basta você acreditar
-Claudynha Nô