quarta-feira, 2 de março de 2016


                        

                                                          Divagando


Na sensibilidade das palavras
E objetividade de raciocínio
Torna-se muito belo
Prendendo a atenção para si
A fragilidade humana
De desejos insanos
De conquistas impossíveis
De rejeições do ser amado
Na sarjeta de uma sociedade mesquinha
Que é submissa ao status
Que mata o verdadeiro amor
Que a este sentimento humilha e devasta
O silêncio desse amor profano
Que explode feito bomba atômica
No universo é revelado
Em poemas, rimas e encanto
Viver o amor em plenitude
Ou se entregar as mazelas da vida
Lutar contra o sistema reacionário
E ao mesmo tempo opressor
Querendo amar em demasia
Segue adiante divagando
Sob lucidez e magia
Sempre volta ao ponto de partida.
- Claudynha Nô
                    





                    Igual a uma Fênix



Me desfaço, 

Me acabo, 


me detono em mil pedaços,


Me queimo de dor,

 
mas como uma fênix, 


Eu sempre renasço...


-Claudynha Nô

domingo, 10 de janeiro de 2016

             

                                      Infância e velhice

Essa vida é engraçada, me permita comentar
Nascemos  frágeis e indefesos
Que é preciso carregar


Não temos dentes, há pouco cabelos
Nem palavras sabemos citar
Fazemos as necessidades na roupa
Para os outros limpar 

Somos a perfeição da inocência e confusão
Quando começamos a engatinhar
Caímos, tropeçamos e começamos a andar

Fazemos birra por tudo
Porque carinho queremos ganhar
Pra comer tem que colocar na boca
Engasgamos facilmente ao se alimentar

As primeiras palavras começamos a balbuciar
Somos hilários, ou bravinhos
Depende do dengo que ganhar


Os anos passam rápidos e tempestuosos
Vivemos experiências, aprendemos e crescemos
Nos tornamos adultos cheios de sabedoria e domínio
Mas somos prepotentes e ingênuos

Mal sabemos o que  destino tem a nos reservar
Uma senilidade bizarra
Que vai fazer o tempo voltar

Chega a nossa velhice, frágeis e indefesos retornamos a ser
Caem os dentes, caem os cabelos
Falamos palavras difíceis de entender
E as necessidades na roupa voltamos a fazer

As pernas já não nos obedece
As mãos trêmulas, o gênio forte 
E sozinhos não queremos ser

Queremos carinho, atenção e cuidados
Pois os ossos fracos não se firmam mais ao comando
Ter necessidade de apoio
E quem acalente o  pranto

Pra que tanta soberba, se as origens vamos retornar
Nascemos do nada e do nada vamos está
Porque a  infância e a velhice têm o mesmo caminhar

O nascer é o que ha de vir e a velhice é o que se foi
Ambos são sem independência, sem autonomia para administrar-se
São as duas datas da vida, onde se tornam uma
São os reflexos dos anos que se foram a emanar-se

Nós somos o tempo em mutação
Vivemos e não aprendemos essa lição
Em um dia fomos crianças e na velhice o voltamos a ser

-Claudynha Nô









De tanto amor

                                              

                      
                                       
                                             De tanto amor



De todos os poemas que escrevo
Você certamente é o melhor
É minha guerra vencida
Meu sentimento mais nobre

É a transmissão direta de Deus
É o efeito do amor que se volta multiplicado
Nos deixando empatados
Nessa verdade profunda e conforme

De todo o bem querer que eu tenho
Decerto o seu é maior
É o amor que nunca tive
Mas que sempre existiu em mim

O habitat de uma alma translúcida
Que de tanto amor, reina em dois corpos
E se faz poema e poesia
Derrubando paradigmas e muralhas

De tanto te desejar com os olhos
E senti-lo com a alma
Te digo que não somos em vão
Somos feito sentimento e razão

Meu espírito grita seu nome
Vem em uma aragem de poesia
E você entende meu silêncio
E ainda assim prefere está ao meu lado

-Claudynha Nô



quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

MInha Filha

                
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                                                Minha Filha



Filha minha filha
Razão do meu viver
Porque sangra minh'alma
E fere a face minha?

Já a amava antes de nascer
sonhava com suas mãozinhas lindas
com seu rostinho angelical
Ser minha parceirinha até eu morrer

Te proteger foi minha função
Te amar o meu dever
Ser sua melhor amiga
E contigo poder viver

Minha vida teve mais brilho
Quando seus lábios sorriram 
Foste a dádiva sublime
Que Deus confiou a mim

No livro da vida, você vem sublinhada como a página mais preciosa
Entretanto não enxerga como suas ações magoam meu coração
Está se despetalando no jardim da vida
Que por mais regado que seja, deixa a erva daninha crescer


Você minha pequena filha
É o amor de todas as estações
É a benção de Deus
É a consagração do amor ágape


É a lágrima sentida por tanto desprezo
É o soluço abafado no silêncio de uma solidão
É a extensão da minha vida
É a transformação do meu ser

Descrever minha vida sem você
Se iguala a está perdida só no mundo
É guardar consigo o segredo da felicidade
E perder a harmonia das cores

Hoje já feita mulher e também mãe 
Entenderá mais tarde o que sinto 
Um sentimento que não para de crescer
E que você faz questão de ignorar

Compreenderá quantas noites passei em claro por ti
Como sofri vendo cada decepção sua
Todas as lágrimas que derramei 
E como tentei ser a perfeita aos olhos seus


 És essencial e insubstituível em minha vida
Ama-la e protege-la é tudo que sempre quis
Desafios sempre existirão
Mas juntas podemos vencer


Minha filha, te amo antes
Te amo durante, te amo depois
Você é meu laço eterno
Estou contigo sempre, mesmo que me melindre  tanto
-Claudynha Nô