quarta-feira, 2 de março de 2016


                                 

                                                         Anjo azul

Agora já não me sinto sozinha
Tenho um anjo azul
Que mesmo de longe
Me ilumina
É um encontro do acaso
Eu vinda de Passargada
Ele vindo de Nárnia
Cada um com sua história
Sua dor
Mas trazendo em si muito amor
Entrelaçados numa madrugada de paz...
-Claudynha Nô

                         
                                                        Admiração

Gratidão é a palavra de ordem
A quem te acompanha na jornada
Divide momentos bons e ruins
Sendo para ti um anjo da guarda
Ser leve de alma pura e singela
As vezes carrasco, mas sempre bela
Seguindo lado a lado comigo
Vivendo uma história de novela
É de uma delicadeza impar
Assemelha-se a Rosa a florir
Mas acuada vira uma leoa
E suas garras fazem surgir
Se é amor não sei precisar
Admiração é o mais correto
Amizade, companheirismo
É o que tenho em meu peito
Honra por seguirmos juntos
Nessa nossa caminhada
Lutando em um mundo infinito
Deixando história pela estrada
-Claudynha Nô

                    

                                                 Amor proibido


Igual a uma brincadeira, tudo começou
Quando os olhares se cruzaram,
Meu mundo parou
A melodia daquela música
O som da sua voz rouca
Seu andar sensual
Foi assim que tudo começou
Num passe de mágica e deslize
A paixão se fez presente
De um amor inocente
E também proibido
Renunciar ao amor
É morrer dentro de mim
Querer viver esse amor
É sofrer mesmo assim
Fugir, sumir, desaparecer
Talvez sejam formas de não ceder
Reconstruir e seguir em frente
É o meu dever
Neste amor proibido
Sofro e ninguém vê
Luto contra mim
Mas volto a padecer
Murmúrio aos ventos
Choro com os boêmios e a lua
Te guardo a sete chaves
Sacramentado no coração
E fugindo desse querer
Me prendo
Me calo
E contínuo a sofrer
- Claudynha Nô

                        

                                                          Divagando


Na sensibilidade das palavras
E objetividade de raciocínio
Torna-se muito belo
Prendendo a atenção para si
A fragilidade humana
De desejos insanos
De conquistas impossíveis
De rejeições do ser amado
Na sarjeta de uma sociedade mesquinha
Que é submissa ao status
Que mata o verdadeiro amor
Que a este sentimento humilha e devasta
O silêncio desse amor profano
Que explode feito bomba atômica
No universo é revelado
Em poemas, rimas e encanto
Viver o amor em plenitude
Ou se entregar as mazelas da vida
Lutar contra o sistema reacionário
E ao mesmo tempo opressor
Querendo amar em demasia
Segue adiante divagando
Sob lucidez e magia
Sempre volta ao ponto de partida.
- Claudynha Nô
                    





                    Igual a uma Fênix



Me desfaço, 

Me acabo, 


me detono em mil pedaços,


Me queimo de dor,

 
mas como uma fênix, 


Eu sempre renasço...


-Claudynha Nô