A amizade
Mesmo mas diferenças
Nas diversidades de personalidades
Em comportamentos variados
Amizade e lealdade
Nos gestos de amizades
Acolhimento, atenção
Delicadeza e solidariedade
É privilégio e gratidão
Numa vida sem luz
Na desacreditacao da fé
Na tristeza infinita
Ela vem sacramentar o amor
Trás consigo a harmonia
A vida fica mais engraçada
Mais completa e Cheia de luz
Preenchida , irradia comunhão e alegria
Eleva o outro para o melhor de si
Em suas peculiaridades são amigos sem fim
São sorrisos em dias feios
Suportes quando falta o chão
São abraços, gargalhadas
Brigas, discussões
São reencontros fraternos
São canções e orações
É incentivo na hora da dor
Habitação de um coração
Reforço da fé em Cristo
Um misto de candura e amor
A amizade é singeleza incalculável
De cultivo permanente
Sementinha brotada todo dia
Que cresce no coração da gente.
- Claudynha Nô
Calígula
Te ofereço um coração lacrado
Que de tanto ser rejeitado
Aprendeu a amar sozinho
Te ofereço uma luz inspiradora
Um corpo, abrigo
uma alma, uma paz
Nos momentos incertos
De certezas escondidas
Cole a sua boca na minha
Estamos na mesma direção
Do afago faça seu ninho
Do refúgio, sua paixão
Transfigura a solidão de nós dois
Em sorrisos na hora do coito final
Escandalizando, enaltecendo o amor
Transformando num eclipse total
Que o nosso mel sele o segredo
Que escorra pela boca o desejo
Da hora mais esperada e fecunda
Venha declamar o amor comigo
Pois a felicidade é só momento
Ela evapora com um sopro
Mas o amor eterniza no tempo
Venha devagar meu doce Calígula
encosta sua cabeça no peito meu
Te faço carinho, te falo de amor
Sozinhos somos so você e eu
Não queira mais andar sozinho
Tens a mim e meu infinito
Sou tua Dulcineia , seu destino
Regada de poesia, Villa, carícias e vinho
- Claudynha Nô
Pra que insistir
De que adianta me amar e me deixar
O meu corpo não é hospedaria
É um templo sagrado
Onde só permanece o que é poesia
De que adianta possui-lo
E não ter emoção
Falar palavras bonitas
Sem sentidos, sem ação
De que adianta promessas a fio
carícias, sedução, vinho e canção
Se teu olhar não me pertence
E o meu está em outra direção
De que adianta uma transa apenas
Se estamos em outro mundo
Sonhando com outros braços
Misturando um sentimento profundo
De que adianta me amar
Nesta magnífica noite de lua nova
E perder o encanto de outrora
De conquistador bossa nova
De que adianta, vamos deixar como está
Esta noite foi boa pra vc e pra mim
Mas minha vida a outro pertence
E não faz sentido, enfim...
De que adianta tocar a pele
Se não fundiu coração com coração
Se foram poucos momentos
De ternura, fracasso e ilusão
De que adianta forjar uma situação
Se o tesão acabou
Foram expectativas vãs
Que o vento levou
De que adianta negar
O que esta gravado dentro de mim
eu pertenço a outro
Está escrito na cor carmesim
-Claudynha Nô
Solidão
Quem nunca se sentiu sozinho
Na hora da dor
Não ter com quem contar
Quando a morte ronda seus passos
E neste embaraço
Você se sacrificar
Quem nunca se sentiu sozinho
Frágil e pequenino
Vendo as chagas sangrar
Os soluços são abafados
A dor da vazão ao cansaço
As lágrimas começam a brotar
Quem nunca se sentiu sozinho
Não enxergando o caminho
E a esperança fraquejar
A madruga sendo seu algoz
Num medo feroz
De não mais levantar
Quem nunca se sentiu sozinho
Sem ter a mão Amiga
Um abraço a te embalar
Não sentir o carinho
Um Porto Seguro, um ninho
Um sorriso para dar
Quem nunca se sentiu sozinho
Vendo passar os anos lindos
Sem vive-los, sem notar
Em continuar rente e resiliente
Se metamorfoseando
Entre alegria e pesar
Quem nunca se sentiu sozinho
Quando viu destruído seu ninho
Seus desejos de voar
Sentiu o gosto amargo do fel ferindo
Sua vida se diluindo
A energia cósmica esgotar
Quem nunca se sentiu sozinho
Pedindo socorro e ninguém ouvindo
Só escuridão encontrar
Debater-se de um lado pro outro
Perder o chão sem apoio
Como um barco a deriva, ficar
Quem nunca se sentiu sozinho
Por companhia ter o frio
De uma noite sem luar
Esperando que o dia amanheça
E uma nova vida floresça
Poder novamente sonhar
- Claudynha Nô
Rainha
A poesia se fez vida
A vida se fez carne
A carne se fez mãe
A mãe se fez amor
O amor se fez doação
A doação se fez Deus
Deus se fez encanto
O encanto se fez mundo
O mundo se fez divino
E o divino se tornou estrela
- Claudynha Nô