quarta-feira, 13 de julho de 2016

                                          
                                         


                                                     A amizade



Mesmo mas diferenças 
Nas diversidades de personalidades
Em comportamentos variados
Amizade e lealdade

Nos gestos de amizades
Acolhimento, atenção 
Delicadeza e solidariedade
É privilégio e gratidão

Numa vida sem luz
Na desacreditacao da fé 
Na tristeza infinita 
Ela vem sacramentar o amor

Trás consigo a harmonia
A vida fica mais engraçada 
Mais completa e Cheia de luz
Preenchida , irradia comunhão e alegria

Eleva o outro para o melhor de si
Em suas peculiaridades são amigos sem fim
São sorrisos em dias feios
Suportes quando falta o chão

São abraços, gargalhadas
Brigas, discussões 
São reencontros fraternos
São canções e orações

É incentivo na hora da dor
Habitação de um coração 
Reforço da fé em Cristo
Um misto de candura e amor

A amizade é singeleza incalculável 
De cultivo permanente
Sementinha brotada todo dia
Que cresce no coração da gente.

- Claudynha Nô

                                                   
                 

                                                   Calígula

Te ofereço um coração lacrado
Que de tanto ser rejeitado
Aprendeu a amar sozinho

Te ofereço uma luz inspiradora
Um corpo, abrigo 
uma alma, uma paz
Nos momentos incertos
De certezas escondidas

Cole a sua boca na minha
Estamos na mesma direção 
Do afago faça seu ninho
Do refúgio, sua paixão

Transfigura a solidão de nós dois
Em sorrisos na hora do coito final
Escandalizando, enaltecendo o amor
Transformando num eclipse total

Que o nosso mel sele o segredo
Que escorra pela boca o desejo
Da hora mais esperada e fecunda

Venha declamar o amor comigo
Pois a felicidade é só momento
Ela evapora com um sopro
Mas o amor eterniza no tempo

Venha devagar meu doce Calígula
encosta sua cabeça no peito meu
Te faço carinho, te falo de amor
Sozinhos somos so você e eu

Não queira mais andar sozinho
Tens a mim e meu infinito
Sou tua Dulcineia , seu destino
Regada de poesia, Villa, carícias e vinho

- Claudynha Nô


               
                 

                                                    Pra que insistir

De que adianta me amar e me deixar
O meu corpo não é hospedaria
É um templo sagrado 
Onde só permanece o que é poesia

De que adianta possui-lo
E não ter emoção 
Falar palavras bonitas
Sem sentidos, sem ação

De que adianta promessas a fio
carícias, sedução, vinho e canção 
Se teu olhar não me pertence
E o meu está em outra direção

De que adianta uma transa apenas
Se estamos em outro mundo
Sonhando com outros braços 
Misturando um sentimento profundo

De que adianta me amar
Nesta magnífica noite de lua nova
E perder o encanto de outrora
De conquistador bossa nova

De que adianta, vamos deixar como está 
Esta noite foi boa pra vc e pra mim
Mas minha vida a outro pertence
E não faz sentido, enfim...

De que adianta tocar a pele
Se não fundiu coração com coração 
Se foram poucos momentos
De ternura, fracasso e ilusão

De que adianta forjar uma situação 
Se o tesão acabou
Foram expectativas vãs
Que o vento levou

De que adianta negar
O que esta gravado dentro de mim
eu pertenço a outro
Está escrito na cor carmesim 

-Claudynha Nô

                                                         

                       

                                                         Solidão

Quem nunca se sentiu sozinho
Na hora da dor
Não ter com quem contar

Quando a morte ronda seus passos
E neste embaraço 
Você se sacrificar

Quem nunca se sentiu sozinho
Frágil e pequenino
Vendo as chagas sangrar

Os soluços são abafados
A dor da vazão ao cansaço
As lágrimas começam a brotar

Quem nunca se sentiu sozinho
Não enxergando o caminho
E a esperança fraquejar

A madruga sendo seu algoz
Num medo feroz
De não mais levantar

Quem nunca se sentiu sozinho
Sem ter a mão Amiga
Um abraço a te embalar

Não sentir o carinho
Um Porto Seguro, um ninho
Um sorriso para dar

Quem nunca se sentiu sozinho
Vendo passar os anos lindos
Sem vive-los, sem notar

Em continuar rente e resiliente
Se metamorfoseando
Entre alegria e pesar

Quem nunca se sentiu sozinho 
Quando viu destruído seu ninho
Seus desejos de voar

Sentiu o gosto amargo do fel ferindo 
Sua vida se diluindo
A energia cósmica esgotar

Quem nunca se sentiu sozinho
Pedindo socorro e ninguém ouvindo
Só escuridão encontrar

Debater-se de um lado pro outro
Perder o chão sem apoio
Como um barco a deriva, ficar

Quem nunca se sentiu sozinho
Por companhia ter o frio
De uma noite sem luar

Esperando que o dia amanheça 
E uma nova vida floresça 
Poder novamente sonhar

- Claudynha Nô
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                                                    Rainha


A poesia se fez vida 

A vida se fez carne

A carne se fez mãe 

A mãe se fez amor

O amor se fez doação 

A doação se fez Deus

Deus se fez encanto

O encanto se fez mundo

O mundo se fez divino

E o divino se tornou estrela

- Claudynha Nô