QUERO
Quero viver tantos anos e muitos anos mais...
De preferência com muita saúde, paz e harmonia
Quero ver crescer os filhos de meus filhos
E os filhos de seus filhos
Quero ser ainda uma filósofa e teóloga
Quero escrever minha biografia,
Abrir uma casa beneficiente para idosos
E quem sabe plantar uma árvore!
Quero ser um ponto de referência aos que amam sem medidas
Exemplo para os que hão de chegar
Quero partir sem ter dia e hora para voltar
Poder viajar o mundo, conhecer novas culturas, novos horizontes
Fazer do meu aconchego um lugar bom para se ficar
Ter a paz de uma criança, o soninho de um bebê
Quero poder gritar ao mundo o meu bem querer
Mais o que eu quero mesmo,
É fazer acontecer
- Claudynha Nô
SUICÍDIO NA GRANJA
Ao ler suicídio na granja, de Lygia Fagundes Telles, vem á tona o questionamento, sobre o que leva uma pessoa ao autoextermínio.
Porque as pessoas com tendências suicidas costumam premeditar sua partida, na maioria dos casos?
Atualmente esta realidade está aumentando cada vez mais, pois os índices só vêem aumentando...
Dívidas, depressão, perda de um amor, etc..
Lamentável, para quem fica, que não consegue encontrar uma resposta, uma justificativa, um consolo.
A autora, ao abordar esse tema, mostra o quão é delicado, visto por uma criança que não entende a atitude de uma pessoa tão benquista, um cristão, atentar contra sua própria vida.
Porque ele em vez de tentar se destruir, não quis tocar piano, ir ao teatro?
Infelizmente, na vida real, não é tão simples assim... são jovens dando cabo na vida deles, deixando um rastro de angustia, dor e ficando desconsolados suas famílias e amigos.
INDAGAÇÕES
Quando foi que as pessoas deixaram de se amar?
De se respeitar?
Em que tempo da história o egoísmo começou a imperar?
Quando os bens materiais começaram a valer mais que os homens?
Em que momento a maldade entrou na alma humana?
Em que época da história o fim de uma vida veio antes do meio?
Quando foi que a inveja reinou sobre a generosidade?
É preciso reavaliar as atitudes
Rever novos conceitos
Para que exista uma continuidade de uma humanidade sã
- Claudynha Nô
TALVEZ NÃO GOSTE
Não sou poetisa
E nem o quero ser
Poetisas falam de sofrimento
E eu tenho medo da dor
Mesmo sabendo que faz parte da nossa existência
Porventura a poetisa através da pena
Transcreva e transforme a dor
Na mais cristalina e singela poesia
Talvez não goste de poetisa
Parecem que me conhecem
Desvendam-me
Despojam-me diante de ti
Como a dois amantes
Numa fúria
Num coito final
Como pode estas poetisas ter tanta liberdade sobre mim!
- Claudynha Nô
ROSA
Tu dizes para mim
Que nesta ribalta eu interpreto a mendacidade
Pois lhe digo com maior veracidade
Que quando eu for para outro reino
No final do espetáculo da vida
O rei me agraciará com rosa vermelha
Sem espinho
- Claudynha Nô