quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

                                      
                            
                                             
                                        Para um novo mundo

Nascer para amar
Para ser unção
Para  crer e confiar

É imprescindível acreditar 
A descrença é o fim da esperança
E sendo o fim, nada vive

Viver como se fosse partir hoje
Sem ter uma vida vegetativa 
Sem expectativas e sem amor

É preciso aprender perder para ganhar
Não ser imediatista e incompreensível
Porque nem sempre a perda é sofrimento

Nem sempre a queda é fracasso
A tristeza não é uma fraqueza
E o silêncio não é solidão

Passar por esta vida cheia de estrelas
De brilhos, encantamentos, luz e sonhos
Fazer da esperança o guia que conduz

É fundamental sair da limitação
Que impede de enxergar a magnitude da vida
E traz comodismo no viver

Ter humildade para aceitar o que é ofertado
Sabedoria para filtrar o bom
E transformar o mal em ouro

Da razão não ser dono absoluto
andar com a verdade e simplicidade
ser hipnotizado e inebriado pelo amor

Enxergar a plenitude do universo
seus mistérios e encantos mil
E vai ganhar todos os dias suas reverencias

Cultivar seu lugar no mundo
Abrir o coração para novas oportunidades
Fazer da vida uma história linda a ser contada

É definido rever as atitudes 
Recompôr sua paz interior
E um novo mundo conquistar

Fiar-se que tudo pode ser diferente
Tudo pode ter sabor de mel
Basta você acreditar

-Claudynha Nô



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

                                       Resultado de imagem para adeus
                                      
                                                Pela Ultima vez


Deixe-me ser feliz pela ultima vez
Tire toda a dor do meu peito,
Me permita viver

Quebrante a angustia sentida
O lamento escapado
O sussurro ressentido

Não me desampare pela ultima vez
Não despreze minha fraqueza
Me ceda a fragilidade

Consinta que eu derrame minhas lágrimas pela ultima vez
Que não leve sozinha essa carga
Me tire esse peso dos ombros

Seja libertação pela ultima vez
fortaleça em minha vida
E refrigério para minha alma

Conceda que eu seja música pela ultima vez
Poesia em noites de verão
Lagarta vivendo sua transmutação

Só hoje me ordene fazer minhas escolhas pela ultima vez
Não ser refém delas
E lutar por meus ideais

Me faça acreditar nos meus sonhos pela ultima vez
Ter certeza que a luta está n fim
E que a vitória é certa


Ter o milagre, a luz, a fé, e a serenidade pela ultima vez
Transformar piedade e compreensão
Em paciência e magnitude

Incentive minha eloquência pela ultima vez
Fazer  água virar vinho
E me perder um pouco do caminho

Deixe-me nascer de novo pela ultima vez
Venha em meu auxílio
E atenda o meu pedido

Que a ilusão só esteja comigo pela ultima vez
Que meu futuro seja cósmico e transcendental
E que eu acredite em tudo isso

-Claudynha Nô












segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


                                     
                                         
                                       
                                                    Incógnita

Nunca fui o que queria ser
Nunca fui de baladas
Nunca fui politicamente correta
Nunca fui a filha preferida pelo pai
Nunca fui a mãe sonhada
Nunca fui a estudante quietinha
Nunca fui a miss do país
Nunca fui a inspiração de uma melodia
Nunca fui a amante perfeita
Nunca fui de ter legiões de fãs
Nunca tive milhares de amigos
Nunca fui o controle de emoções
Nunca fui a infância colorida
Nunca fui a adolescência multicor
Nunca fui a luz das estrelas
Nunca fui a canção de ninar
Nunca fui a estrada a ter fim
Nunca fui um porto pra desprezar
Nunca fui a saudade de alguém
Nunca fui a mentira sincera
Nunca fui o conformismo de uma pátria ingrata
Nunca fui a coerência de uma paixão
Nunca fui a redundância de um silencio
Nunca fui o pleonasmo de um contra senso
Nunca fui a eternidade de um sorriso
Nunca fui a justiça gritando em versos
Nunca fui versos dos poetas
Nunca fui um vulcão em erupção
Nunca fui a calmaria de um deserto
Nunca fui a favorita nos bailes
Nunca fui felicidade
Nunca fui preenchida por afetos
Nunca fui o álibi de alguém
Nunca fui a contingência do momento
Nunca fui o peso da solidão
Nunca fui a raridade da especie
Nunca fui a escolha e sim a opção
Nunca fui um fardo a se carregado
Nunca fui um status social
Nunca fui a soberba pedindo passagem
Nunca fui a altivez de um sangue real
Nunca fui o orgulho de uma atitude feita
Nunca fui a correção de uma vida pelo meio
Nunca fui a rosa mais bela
Nunca fui a singeleza da manhã
Nunca fui a frieza do inverno
Nunca fui arrogância com meus irmão
Nunca fui o preconceito e o racismo
Nunca fui a exposição de minha figura
Nunca fui o estigma de multidão
Nunca fui a ausência de solidariedade
Nunca fui a primavera de uma estação
Nunca fui refém das convenções
Nunca fui o medo da chuva
Nunca fui o flagelo ou lamentação
Mas sou muito mais do que imaginava ser
- Claudynha Nô







            
                                 

                                      Se for embora


Se for embora, por favor devolva-me o  sorriso
Reponha  minha vida de volta
Deixe a luz em meu viver

Se for embora, saia por aquela porta
Não olhes para trás e vá embora de uma vez
Renuncie aos meus carinhos
E vá ao entardecer

Se for embora, abra mão da felicidade
Prometa não sentir piedade
E não volte com a saudade

Se for embora, não me beije por esmola
Não tente enxergar minha áurea
Transforme essa despedida
Numa triste parábola

Se for embora, me tire dessa confusão agora
Feche seus olhos para nosso passado junto
E parta, se for sua hora

Se for embora, me deixe sozinha com minha dor
esqueça o nosso ninho
apague as trilhas do nosso caminho
e não  mais proverá meu amor


Se for embora, levarei comigo o seu olhar
De mim terás meu padecer
De entregar-me por inteira e ficar só a sofrer
- Claudynha Nô





sexta-feira, 18 de dezembro de 2015


                            

                                                               Graúna
Sou uma graúna presa no seu pesar
Escrava numa gaiola fria
Sem  alçar vôos altos
Sem novos horizontes encontrar
Sou esse passarinho
Ansiando voltar a cantar
Soltar-me desses grilhões
Que tendem a me machucar

De que vale essa bela pluma
Cheia de glamour e também ternura
Que da gosto admirar
Ter o encanto da lua
O segredo da chuva
Quando volto a melodiar

Sou essa pequena ave
Que outrora foi menina
E que com graça e peraltices viviam a brincar
Não tinha o peso nas costas
De uma vida fadada a se deteriorar

Hj presa as responsabilidades e deveres da vida
Me vejo envelhecida
Numa gaiola a olhar
A vida correr lá fora
Tantos sendo felizes agora
E eu tão só a murmurar

E sozinha meu gorjeio morre comigo
Esse amarrilho é meu abrigo
E não adianta declamar
Poemas lindos de amor
Onde o bonito se far muiticor
Mas aqui só penumbra faz entrar

Vida triste de graúna eu tenho
Esperando que morra meu canto
Porque ninguém vê o meu pranto
Tira-me dessa  gaiola, antes que não possa mais  voar
-Claudynha Nô