terça-feira, 1 de dezembro de 2015

                            

                                                 Sigo sozinha


Sigo minha sina sozinha
Deixando meu solo arado
De feridas não cicatrizada
E a dor é meu calvário
Passo o pernoite em soluços
Chorando o infortúnio madrugada adentro
Procuro resposta pró mundo
Ninguém vê meu sofrimento
Peregrino por essa vida faceira
De falsidades, traições e egoísmo
Lamento ao ver tanta gente
Praticando o satanismo
Sou aquela que vislumbra a luz
Que não páro de divagar
Que os sonhos virem realidades
E novamente volto a sonhar
Sigo sozinha na vida
Marcada por golpes cruéis
Sentindo as chagas no peito
De pessoas a mim, infiéis
São melancolias gravadas na alma
De lembranças de anos findos
Arrogância de tolos seres
Que se julgam seres divinos
Não quero seguir sozinha amargurada
De sentenças e padecer
Quero ter paz na caminhada
Que até agora, só me faz sofrer
- Claudynha Nô

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